10 curiosidades sobre a cidade de Gante

10 curiosidades sobre a cidade de Gante

Diz a minha santa mãe, quando algo lhe surpreende muito que “para ver coisas há que estar vivo” e tem toda a razão do mundo, mas eu também digo que se viajasse, encontraria ainda mais coisas curiosas. Por este e outros motivos, nós temos uma seção de curiosidades nesta página de viagens. Mas vamos ao que interessa. Como eu cheguei há pouco, em nossa viagem a Gent gostámos muito de seus belos canais, edifícios medievais e de seu animado centro histórico, mas, além disso, há um punhado de curiosidades que tornam esta cidade, algo único no mundo. Tão único que a prestigiada revista Lonely Planet definido Gante como o segredo mais bem guardado da Europa e um dos melhores destinos do passado 2011. Mas também é uma cidade que está repleta de histórias rocambolescas. Aqui vos deixo 10 curiosidades sobre a cidade de Ghent:
1. Colocar uma pica na Flandres. Quem não conhece essa expressão tão espanhola e usada em nosso país? Esta frase é usada para indicar que se realizou algo muito complicado e que representa um marco. A origem dessa expressão vem da época do imperador Carlos V, quando seus vastos territórios incluíam os Países Baixos e Flandres. Por estas terras, começou uma guerra por motivos religiosos, que durou mais de 80 anos e os exércitos espanhóis tiveram que chegar, em um longo e caro viagem por terras perigosas até Flandres, no que se denominou de “caminho português”. Era uma empresa difícil e arriscada, mas o imperador com a sua tenacidade conseguiu algo que parecia muito difícil, levar seus exércitos até essas terras e colocar uma pica na Flandres.
2. O beco do grafitti. “A rua de graffiti” ou Werregarenstraat, é o ícone da pintura de rua em Ghent e uma visita curiosa nesta cidade. Neste beco cheio de com um grafite estranho é onde os artistas de rua têm permissão para dar rédea solta à sua arte. Está em constante mudança, por isso é difícil que a vejais como eu a encontrei. Não seria má idéia que se façam mais frequentemente iniciativas semelhantes para que estes artistas de rua possam expressar sua arte.

3. Visitar os beguinajes ou Beaterios Flamengos, como o de Klein Begijnhof. Nestas pequenas comunidades da idade Média cuidadosamente conservadas habitavam os begardos, mulheres dedicadas a Deus e constavam de casas e igrejas ou conventos. Situados na periferia das cidades, encheu-se de grande importância durante os duros momentos da idade média, acolhendo muitas mulheres com problemas. Mais tarde transformaram-se em residências de diferentes ordens religiosas. São catalogadas como Património da humanidade pela UNESCO, e aqui em Ghent podem visitar dois deles.
4. O cânion medieval Margarida, a louca. Um dos ícones da cidade de Gante é este impressionante cânion do século XV, de ferro forjado chamado Dulle Griet, ou Margarida, a louca. Apenas pesa 12500 kg e esteve presente durante o cerco que recebeu a cidade o XV embora, curiosamente, parece que nunca foi baleado nem um só tiro. Localizado perto da Praça de sexta-feira, sua boca foi tapada para evitar o seu uso como lixo e até mesmo como dormitório de mendigos. Hoje em dia é um dos lugares mais fotografados da cidade.
5. Com a corda ao pescoço. Passeando por Gante podemos encontrar em muitos cantos da cidade cordas penduradas, como na famosa confeitaria Temmerman. Algo estranho que me fez aprofundar no tema das cordas E Sabiam que os habitantes de Gante, são conhecidos como os Stroppendragers, que significa os que carregam com a corda? A razão é este nome reside em uma antiga tradição de Ghent: O imperador Carlos I da Espanha e V da Alemanha, o que não se tinha muito apreço por aqui, ( coisa normal depois das coisas que ele fazia), diante da negativa da cidade a pagar impostos, enforcou-se, em 1537, muitos cidadãos de Gand e a outros revolucionários, e os sujeitou a andar pela rua, descalços, vestindo apenas uma camisa e uma corda ao pescoço, obrigando-os a pedir clemência ao imperador. A Cada mês de Julho durante o festival Gentse Feeten, repete-se esta caminhada em memória da rebelião de seus bravos antepassados.
6. Cervejaria Dulle Griet. O número 50 da praça do mercado central de sexta-feira ou Vrijdagmarkt encontra-se uma das cervejarias mais curiosas da cidade de Gante, Dulle Griet. Que um local tenha mais de 250 tipos de cervejas não é algo muito curioso aqui na Bélgica, o engraçado do assunto vem quando você pedir a cerveja Kwak, com mais de 6 graus de álcool e que é servido em uma espécie de balde alongada de mais de um litro de capacidade. Esta especialidade é chamado de “Max van het huis” ou tire o sapato, assim que você tem que deixar o seu sapato como caução e o garçom coloca em uma cesta, que sobe até o teto e tocam um sino a título de sinal. Até que não devolva o copo não se devolvem o sapato. Parece que o alto preço do copo era uma peça muito procurada e apreciada antigamente e tomaram esta determinação fartos de perder seu copo estrela. Site de Dulle Griet.
7. A casa sindical dos pedreiros. Em frente à igreja de São Nicolau, encontramos a Metselaarshuis, a única e original casa sindical dos Pedreiros do século XVI ( perto do cais Graslei há uma cópia exata pior esta é a original). Um histórico e bonito edifício decorado até o último detalhe que merece uma paragem por sua beleza. Logo acima da fachada, “seis bobos dançam ao ritmo do vento”. Atualmente, o prédio é de propriedade da Federação de Turismo de Flandres. Um bom lugar para admirar a arquitetura de séculos passados.
8. Rabot. Em 1488, Maximiliano de Áustria tentou tomar Gante por uma curiosa zona da cidade, cuja barragem eclusa permitia inundar um terreno de 15km2 e onde as defesas eram mais fracos. Passados 40 dias de cerco, teve que desistir de sua empresa e levantar o campo. Foi então que o governo da cidade decidiu reforçar o lugar com duas torres de defesa, que se conservam perfeitamente. É curioso que hoje em dia encontramos logo atrás de Rabot, alguns edifícios de proteção oficial e um bairro com muita imigração e bastante pobreza, em contraste total com as próximas e belas ruas medievais.

9. A lugares de Gante. Que esta cidade tem tanta vida na rua não é algo novo e, já na idade média, as praças de Gante eram os centros de animação social e de locais de encontro por excelência. A Vrijdagmarkt ou Praça de sexta-feira é uma boa prova disso. Aqui se reunia o povo para realizar festas ou resolver conflitos e hoje é uma das mais animadas da cidade, com desfiles nos fins de semana e abundância de terraços para tomar algo. Outra praça curiosa é a Beestenmarkt ou a praça da festa, onde, como o nome indica, há de tudo relacionado com este saudável entretenimento, bares, pubs e casas noturnas, onde a marcha dura até altas horas da madrugada….E no centro da Praça Korenmarkt podemos observar como pedestres, bicicletas e bondes se cruzam em uma perfeita simbiose não apta para visitantes sorrateiramente. Além disso, dizem que aqui se abriu um dos primeiros hotéis da Europa em 1228.
10. Museu do Dr. Guislain. Um museu localizado em um tétrico manicômio é a cereja que falta para verificar como em Ghent há visitas mais do que curiosas. No museu de saúde mental mais antiga da Bélgica, encontramos desde a história da psiquiatria com instrumentos ou fotos, até uma coleção de arte realizado pelos internos. Sem dúvida, uma visita diferente.
Pois até aqui os meus 10 curiosidades sobre Ghent, uma verdadeira maravilha de cidade que esconde belos cantos, muita história e umas visitas realmente marcantes. Para mim, uma cidade única no mundo, a jóia de Flandres.




Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *