Em busca da empadinha perfeita

Empadinhas, do Rancho da Empada

Empadinhas, do Rancho da Empada

Você gosta de empadinha? Eu adoro e, por isso, fui atrás da empadinha perfeita da cidade de São Paulo. As possibilidades são infinitas, mas escolhei oito lugares para provar o salgado: duas padarias, duas confeitarias clássicas, três lojas especializadas e um endereço histórico. A empadinha escolhida foi a de palmito. Analisei aparência, tamanho, tempero, massa, recheio, e equilíbrio.

Apenas uma casa levou a nota máxima, de uma pontuação que oscilava de 1 a 5. Na busca da empadinha perfeita algumas observações:

– Cinco casas cobram ou R$ 5,50 ou R$ 5,60 – como se empadinhas fossem tabeladas. A mais cara sai por R$ 6,60 e não vale o preço

– Esqueça aquela história da azeitona da empadinha. Apenas duas tinham uma azeitona inteira, sendo que uma delas era de qualidade duvidosa. Em três empadinhas, não havia sequer uma lasquinha de azeitona

– Tamanho não é documento, quando se trata de empadinhas. A melhor de todas não é a maior. Mas a menor também não é a pior do nosso ranking

– Empadinha é feita com “massa podre” que leva esse nome porque desmancha facilmente. Mas só dá certo com bastante gordura – seja banha de porco (como faziam antigamente), manteiga ou gordura hidrogenada (como fazem hoje)

Veja abaixo as oito empadinhas analisadas:

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Torta de espinafre – para um dia mais light

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Passado o feriadão, em que a farra foi grande, é preciso pegar leve. Mas comer pouco não significa passar fome ou comer mal. É preciso deixar de lado apenas os excessos. Hora da Comida publica a receita de uma torta de espinafre com ricota que corresponde às expectativas de que menos é mais. Antes que alguém grite que a massa leva muita manteiga, uma observação: a receita serve bem quatro pessoas. Ou seja, a gordura será absorvida por quatro. E como explicou um amigo médico: se você tirar completamente a gordura da sua dieta, a compulsão por açúcar vai aumentar e muito. O corpo vai pedir já que não ficou satisfeito com a comida que não dá prazer, não sacia, não traz felicidade…

 Outras ideias para uma comidinha light:

Salada de grãos com especiarias

Torta de abobrinha com ricota

- Sopa mediterrânea de limão

Mousse light de morango

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Pão doce alegra a vida

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Gosto de fazer pães, mas nunca tinha feito um pão doce – uma rosca de açúcar mascavo. Esta foi a minha primeira e gostei do resultado, principalmente porque adoro pães que tenham uma casca durinha. É o caso deste pão doce que é macio por dentro. E a massa é feita com fermento seco instantâneo, o que acelera o processo já que é menor a espera pelo crescimento da massa.

A receita é de Bettina Orrico, da Cozinha Experimental de Claudia Cozinha, publicada em uma edição da revista Claudia de novembro de 1998. A página já estava amarelada, perdida em meio a tantas outras receitas mas, ao encontra-la, tive certeza de que a receita daria certo. É assim com toda e qualquer receita que tenha o aval de Bettina que, desde 1973, trabalha na Editora Abril. Ela é uma das responsáveis pelo meu gosto pela cozinha desde jovem. Quando não havia internet, e a informação era impressa, Bettina espalhou conhecimento. 

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Batata doce – muito além da festa junina

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Alguns alimentos ganham rótulos, como o peru do Natal ou o bacalhau da Páscoa. A batata doce entra nesta categoria: é comida das festas juninas – assada na brasa. Quanta injustiça! É uma raiz muito versátil na cozinha, além de saudável já que é rica em fibras e tem baixo índice glicêmico. Por ser barata, muita gente torce o nariz. Se for seu caso, está na hora de reavaliar a opinião.

Ideias vegetarianas: berinjelas com molho de iogurte e tomates recheados

Para ajudar a sua (re)descoberta da bata doce, Hora da Comida publica uma receita de bolinhos de batata doce que são deliciosos e não são fritos. É mais uma receita do livro ”Plenty – Vibrante Vegetable Recipes form London’s Ottolenghi”, do chef Yotam Ottolenghi que tem quatro casas vegetarianas na capital inglesa. Como a receita é muito grande, fiz uma pequena adaptação e exclui também o molho de iogurte. Os bolinhos, que são dourados em pouca manteiga ou óleo, ficam sequinhos e fazem os vegetarianos felizes. Agora, para o pessoal que não dispensa carnes, são ótimos acompanhantes.

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Guia do governo é contra industrializados

Foto: Google Images

Para todos aqueles preocupados com uma alimentação saudável, vale a leitura do Guia Alimentar para a População Brasileira, editado pelo Ministério da Saúde no final de 2014. O documento foi lançado de forma discreta, sem propagada na TV ou anúncio em jornais, mas é uma pequena joia. São 150 páginas, que resultaram de quatro anos de trabalho a partir de estudos da Nações Unidas e acadêmicos renomados, consultas públicas e um esforço muito bem sucedido de escrever em linguagem acessível e objetiva.

A mensagem central é simples e direta: coma alimentos in natura ou minimamente processados e descarte os alimentos industrializados. O argumento não poderia ser mais claro: “as formas de produção, distribuição, comercialização e consumo dos alimentos ultraprocessados, como salgadinhos e macarrão instantâneo, afetam de modo desfavorável a cultura, a vida social e o meio ambiente”. Até parece o escritor norte-americano Michael Pollan falando contra as grandes indústrias de alimentos dos EUA.

O guia alerta para a necessidade de ser crítico em relação à propaganda de alimentos, levantando a questão dos limites da publicidade – principalmente daquela voltada para o público infantil. “Lembre-se de que a função essencial da publicidade é aumentar a venda de produtos, e não informar ou, menos ainda, educar as pessoas”, pondera o texto.

Assim como Pollan, o guia sugere que as pessoas redescubram o prazer de cozinhar a própria comida e de comer com calma e em companhia de amigos e familiares. Muito interessante, o terceiro capítulo apresenta sugestões para café da manhã, almoço e jantar, respeitando preferências regionais. Assim, por exemplo, uma possibilidade para a primeira alimentação do dia é tapioca, banana e café com leite, enquanto outra é leite, cuscuz, ovo cozido e banana. Mas há também a opção do pão de queijo, café com leite e mamão. E por ai vai, todos contemplados…tudo simples, mas imensamente saudável e caseiro.

Veja a íntegra dos 10 passos para uma alimentação adequada e saudável do guia:

 

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Saveur elege melhores blogs de gastronomia

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Foto: Blog Flourishingfoodie

A revista norte-americana Saveur, uma das mais conceituadas na área de gastronomia, está promovendo a eleição dos melhores blogs de comida e bebida nos Estados Unidos. São cinco candidatos em cada uma das 13 categorias que vão de doces e sobremesas até relatos de viagens, passando por cervejas, vinhos até as mais deliciosas comidas. Há algumas categorias que fogem ao convencional: como melhor texto, melhor fotografia, melhor uso de vídeo ou design de blog, além de novos blogs. A publicação informa que 50.000 blogs se inscreveram para a disputa que está no sexto ano. 

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Boa Páscoa! E muito chocolate para todos!!

Foto: Hora da Comida

Foto: Hora da Comida

Páscoa é quase um sinônimo de chocolate, para muita gente. As tradições religiosas foram esquecidas e alguns querem mesmo é se esbaldar com os Ovos da Páscoa. Agora, vamos combinar, que o preço dessas gostosuras está um pouco acima do regular – principalmente em tempos de crise econômica, com economia patinando e desemprego crescendo.

Agora, por menos de R$ 5, é possível comprar uma barra de 150 gramas de um bom chocolate branco, ao leite ou meio amargo.  E, com 250 gramas, dá para preparar essa sobremesa da foto que serve bem umas 12 pessoas, principalmente se você acompanhar com chantilly. Já fez as contas? Simples, não. Então, talvez seja o caso de comprar ovos apenas para as crianças….

A sobremesa é uma marquise – ou seja, uma mousse de chocolate um pouquinho mais espessa, que permite o corte em fatias. Pode ser feita com chocolate branco, ao leite ou meio amargo – o que você preferir. Ou, se a família for grande, faça duas diferentes. Não é nada complicada de preparar, exigindo apenas boa vontade porque são algumas etapas. Tudo muito bem explicado na receita abaixo. Faça de véspera, deixe na geladeira, economize e seja feliz!

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Unimonte lança Guia de consumo de pescados

Foto: Flickr

Foto: Flickr

A Unimonte, em parceria com o Projeto Pescador Amigo, acaba de lançar o Guia de consumo de pescados – um catálogo inédito no Brasil com a lista de espécies que correm risco de extinção e aquelas que podem ser pescadas sem trazer riscos ao ecossistema marinho. A iniciativa vem se somar à campanha Peixe bom – termo criado pelo movimento Slow Fish para se referir a pescados frescos e da estação, produzidos através de métodos que respeitam o meio ambiente, a reprodução das espécies e a saúde humana, além de terem preços acessíveis.

A publicação classifica 60 pescados analisados em três categorias, de acordo com o risco. Começa com a categoria Bom apetite (sinal verde) para espécies abundantes, sem problemas de conservação ou cultivadas em cativeiro. Em seguida, vem Coma com Moderação (sinal amarelo), para espécies com declínio na abundância devido à atividade pesqueira. A terceira é Evite (sinal vermelho), para espécies próximas à extinção em virtude do excesso de pesca. 

O que dizer do consumo do linguado, por exemplo ? Deve ser evitado, assim como do cherne. Já a anchova, pescada cambucu e polvo devem ser comidos com moderação. A lula e a manjuba receberam sinal verde. 

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