5 dicas para acertar no preparo de batatas

french fries

1. Antes de pensar no prato que vai ser preparado, é preciso saber comprar. Saiba que batata boa é dura, sem brotos ou caroços e sem manchas verdes. Escolha as que têm casca lisa e brilhante. Outra dica é guardar fora da geladeira e, de preferência, longe da luz. Se a batata estiver mole, jogue no lixo. Não descarta as batatas sujas de terra. São as de maior durabilidade.

2. No Brasil, há oito variedades mais comercializadas: atlantic, bintje, monalisa, araucária, mondial, asterix, elvira e baraka – todas com polpas amarela ou amarela-clara, com exceção da primeira que tem polpa branca. No Peru, há centenas de variedades, com cores e formatos diferentes.

3. Na compra, você deve levar em conta o prato que pretende cozinhar. Se você pretende fazer um purê ou fritas, a batata asterix (com casca rosada e polpa amarela-clara) é a ideal porque é mais farinhosa e contém menos umidade. Esta também é a melhor opção para quem vai preparar nhoque ou batatas ao murro.

(mais…)

Por que não uma sopa diferente neste inverno?

editada

Canja, caldo verde, minestrone, sopa de cebola, de mandioquinha, de feijão ou de lentilha….No inverno, elas brilham nos cardápios dos restaurantes e também em casa. Mas, se você gosta de cozinhar, por que não tentar uma receita diferente neste inverno? Algo que surpreenda o paladar. Hora da Comida tem uma sugestão perfeita: uma receita de sopa de maça verde com especiarias.

O preparo é simples, mas você vai precisar de seis temperos. Canela em pau, cravo e pimenta vermelha em pó são triviais. Mostarda e cominho em pó podem ser novidade para muita gente, mas são ótimas opções para se ter na cozinha. Agora, curcuma (conhecida como açafrão da terra) deve ser novidade para a maioria. O bom é que todos são fáceis de encontrar nos supermercados.

A consistência é a de um creme de abóbora japonesa – ou seja, encorpado. A cor amarelo forte vem da curcuma que tinge tudo rapidamente (então, lave logo o liquidificador após o uso). Agora, o o sabor é surpreendentemente bom, ao aliar a acidez da maça-verde (sim, tem de ser verde) com a diversidade de sabores dos temperos. É ótima para um dia frio porque aquece o corpo! Afinal, leva gengibre, curcuma (que é usado no curry) e pimenta vermelha.  

(mais…)

Os biscoitos de Alice para o chá da tarde

Neste mês de julho, a obra-prima de Lewis Carroll, “Alice no País das Maravilhas”, completa 150 anos. Desde então, o livro e sua continuação, “Através do espelho e o que Alice encontrou por lá”, publicado dois anos depois, continuam a render milhares de reedições e traduções em todo o mundo, assim como filmes e peças teatrais. Em homenagem a este clássico da literatura, Hora da Comida publica uma receita de biscoitos integrais (para o chá da tarde com o chapeleiro maluco) – no formato de coelhos, cartolas, espadas e copas.

Naturalmente, nem todo mundo tem a sorte que eu tive de encontrar os cortadores de biscoitos no formato dos personagens do livro. Mas os biscoitos são deliciosos em qualquer formato. E, se você não tiver cortadores de biscoito, o que é a regra, não a exceção, pode usar uma xícara pequena de café ou a boca de uma garrafa plástica. Ficará com formato de lua cheia, diria Alice. 

imagem editada

(mais…)

Mario e os sabores selvagens do Norte

“Tudo em geral gostoso, muita coisa gostosíssima, porém fica sobrando uma sensação selvagem, não só na boca: no ser.” Este foi o relato do escritor modernista Mario de Andrade, ao conhecer os sabores do mercado Ver-o-Peso, em Belém, do Pará. No diário de bolso, reproduzido no livro “O Turista Aprendiz”, o escritor fala com entusiasmo sobre as comidas novas que experimentou, e não foi pouca coisa, durante viagem de barco pela região Norte, incluindo parte da Amazônia, chegando ao Peru e à Bolívia, em 1927.

Neste ano em que a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) homenageia Mario de Andrade, morto há 70 anos aos 51 anos de idade, ler “O Turista Aprendiz”, que traz também crônicas de uma viagem ao Nordeste no ano seguinte, mostra que o que era novo para o escritor ainda é para a maioria dos brasileiros. Aquela era a “caravana da descoberta do Brasil”, como ele dizia. No início deste ano, estive em Belém e a diversidade de sabores novos é tal que fez com que eu tivesse a mesma sensação do autor – a de estranhamento.

Do que Mario provou, não podemos saber qual o gosto da carne de tracajá – espécie de tartaruga muito comum na Amazônia cuja pesca é ilegal, embora tanto o animal como seus ovos ainda façam parte do cardápio das populações ribeirinhas. No diário, ele relata ter comido tracajá, logo ao chegar no Estado, em um almoço oferecido pelo governador à comitiva. Na época, a carne era trivial e aparece em várias citações. Num almoço no navio, ele menciona: “No almoço, o peixe tambaqui, ótimo, de uma delicadeza superfina. E tartaruga com recheio da mesma, obra-prima”. Ou então: “Estes filés de tartaruga vão me deixar com saudades” – quando fala de um almoço em restaurante de Manaus.

“Açaí tem gosto de mato pisado”

(mais…)

Rolinhos de canela. Agora só falta o café

DSC00482

Vasculhando uma pilha de revistas de comida, achei essa receita de rolinhos recheados com canela. Não é a mesma receita dos cinnamon rolls americanos que têm uma  massa mais macia. Nesta, a base é uma receita de pão caseiro, feita com fermento biológico fresco que permite variações salgadas e doces, como esta. As marcas de gordura nas páginas lembraram que o pão já havia sido testado mas os rolinhos, não. E não é que  ficaram deliciosos e bonitos…

Fiz algumas poucas adaptações em relação à receita original. Eliminei o açúcar da massa porque o recheio, afinal, é doce. Troquei também o açúcar refinado do recheio pelo mascavo. Ainda no recheio, reduzi as quantidades de manteiga e açúcar. Bem, menos é mais, do meu ponto de vista. Também não coloquei cobertura nos rolinhos, que é feita com açúcar de confeiteiro, mas fiz dois para você ver como fica. Se preferir algo mais docinho, não se acanhe, não.

DSC00488

(mais…)

Qual o preço justo de um produto orgânico?

IMG_4392

Fotos: Hora da Comida

Hora da Comida foi conhecer o Instituto Chão, aberto há 15 dias na cidade de São Paulo, que vende ao consumidor final produtos orgânicos, in natura e processados, pelo preço da compra – ou seja, sem nenhum lucro. Mas não simplifique, pensando que é um lugar para a compra de produtos baratinhos. A proposta dos seis jovens, que montaram e tocam o dia-a-dia dessa associação sem fins lucrativos, é muito mais interessante, criativa e ambiciosa.

Por trás do projeto, que foi amadurecido longamente, está a busca de uma forma de comercialização justa em que não haja exploração de nenhum elo da cadeia – nem do produtor, nem dos funcionários e nem dos compradores. E como isso é feito? Na loja, que é grande, arejada e com muito verde, os custos do Instituto estão expostos numa louça, com atualização diária, com detalhamento dos custos dos produtos, fretes, além de impostos e despesas com funcionários. Há também a expectativa de vendas para que a equação final, entre entradas e saídas, seja equilibrada e viabilize o projeto.

IMG_4382

Essa contabilidade transparente é a chave para que o consumidor faça a sua parte. “Nossa única fonte de financiamento são os frequentadores”, explica Vladimir Novaes, um dos empreendedores. O consumidor pode se transformador em um “aliado” por dois caminhos: pode pagar uma contribuição mensal de R$ 60 e comprar livremente. Ou então, a cada compra fazer uma contribuição avulsa. A sugestão é que pague R$ 0,35 para cada R$ 1,00 gasto. Ou seja, quem compra R$ 50 em produtos, contribuiria com R$ 17,50. Mesmo com a contribuição, o preço final dos produtos fica abaixo dos supermercados.

(mais…)

5 dicas para que o salmão não fique seco

Foto: Flickr

Foto: Flickr

1. No preparo de postas ou pedaços mais grossos, o ideal é usar uma grelha ou uma frigideira grossa bem quentes. Você deve grelhar o peixe por, no máximo, 5 minutos de cada lado. Não fique virando. Vire só uma vez.

2. Antes de grelhar, tempere e unte o peixe todo com azeite. Se não untar, vai ficar seco e até grudar na chapa ou frigideira. Ou seja, lambuze mesmo.

3. Sobre os temperos, use sal e pimenta do reino moída na hora. É o básico indispensável. Se tiver endro (dill) fresco, vai ficar especial. Uma variação possível e muito gostosa é usar shoyu e mel. Neste caso, use pouco sal. 

(mais…)

Aprenda a preparar comidinhas para bebês

Foto: Stock.xchng

Foto: Stock.xchng

A chef Gabriela Martinoli, da Escola Wilma Kövesi de Cozinha, vai dar um curso de três horas sobre como preparar comida para bebês. Ela ensinará os conceitos básicos para preparo das refeições, valorizando sabor e textura dos alimentos. Mãe de duas crianças pequenas, ele mostrará como usar todos os grupos alimentares para uma alimentação saudável, o que inclui ervas e especiarias.

Na aula, Gabriela vai mostrar como preparar caldos básicos, purês, papinhas e refeições sólidas, além de ensinar como armazenar sem erros a comida. 

(mais…)

1 2 3 32