De lambuzar os dedos

Pela manhã, quando a maioria das pessoas aperta o passo para chegar pontualmente ao trabalho, a Avenida Paulista, endereço ícone de São Paulo, é ponto de comida de rua. São pequenos tabuleiros, armados perto das movimentadas estações de metrô, que servem lanches, pedaços de bolo e café, em garrafas térmicas, para gostos diversos: forte, fraco ou com leite. Isso sem falar do carrinho que prepara, na hora, tapiocas recheadas com coco, doce de leite, queijo ou presunto, e atrai clientela numerosa. Nunca viu? É porque os vendedores são especializados em café da manhã. Quem passar após as 8h30 não encontrará nenhum.

Pode achar, em compensação, quem venda milho debulhado, servido em tigelinhas plásticas descartáveis, ou pequenos quiosques de pastéis – semelhantes aos das feiras livres –, que são amados pelos paulistanos. Sim, comida de rua simples e barata, que pode ou não ser saborosa, mas que certamente é uma opção para quem tem fome e não pode ou não quer gastar muito. Afinal, muito antes da moda dos food trucks – os caminhões cheios de estilo que vendem pratos antes restritos a restaurantes –, os brasileiros se lambuzavam com delícias caseiras servidas em ruas, praças, praias e estádios, ou seja, em lugares com muita circulação.

Leia a íntegra da matéria na edição de agosto da revista da Livraria Cultura

Acarajé para matar as saudades da Bahia…

Mini-acarajé de siri, do Pé de Manga

Mini-acarajé de siri, do Pé de Manga

Hora da Comida publica a receita de mini-acarajé de siri, do chef Julio Morillo, do bar-restaurante Pé de Manga, da Vila Madalena, em São Paulo. É um dos petiscos mais populares da casa. É uma ideia muito legal para fazer no fim-de-semana, chamar os amigos e a família, e abrir umas cervejas. Bom proveito!

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3 receitas do cardápio Piauí, do Brasil a Gosto

Capote cozido com creme de milho tostado, leite de castanha e crocante de pregado/Divulgação

Capote cozido com creme de milho tostado, leite de castanha e crocante de pregado/Divulgação

Hora da Comida publica três receitas do novo menu especial do restaurante paulistano Brasil a Gosto, da chef Ana Luiza Trajano, que homenageia o Piauí. A inspiração para o cardápio, que começou a ser servido há duas semanas, veio de uma viagem de pesquisa pelo Estado, feita por Ana Luiza, em companhia dos chefs Fábio Vieira, Flávia Quaresma, Mônica Rangel e Neka Menna Barreto. Todos participam do projeto Festival Maria Isabel e assinam esse menu.

Iniciativa do Sebrae Piauí, o festival, que será realizado no final deste mês em Teresina, tem por objetivo valorizar a cultura e os ingredientes do Estado. As receitas contemplam tanto o agreste como o litoral do Piauí, tendo como curadora a chef Ana Luiza Trajano, que tem extenso trabalho de pesquisa da cozinha brasileira de Norte a Sul, agrupado no livro “Cardápios do Brasil”.

Rosca-de-polvilho-com-requeijão-de-jerimum-queijo-coalho-e-carne-de-caju-servido-com-pesto-de-castanha-coentro-e-hortelã/Divulgação

Rosca-de-polvilho-com-requeijão-de-jerimum-queijo-coalho-e-carne-de-caju-servido-com-pesto-de-castanha-coentro-e-hortelã/Divulgação

Veja outras receitas de Ana Luiza Trajano:
– pudim de banana e castanha
– bolinho caipira com carne-seca

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Aula ensina a fazer comida caipira de Goiás

porco

O pesquisador e cozinheiro Rafael Lino Rosa vai dar uma aula em São Paulo, no próximo dia 22 (sábado), sobre cozinha goiana, explorando diferentes formas de preparo de umas das carnes mais usadas por lá: o porco. Durante o curso Imersão na comida caipira e suas significâncias – Raízes Goianas, ele vai ensinar preparar o porco na lata, além do tradicional empadão goiano.

Rosa foi convidado por Adriana Lira, proprietária da Dona Doceira, e por Paloma Zaragoza, proprietária da Como Me Lo Como. Ambas são goianas e querem difundir a cultura popular e gastronômica do Estado. Adriana vai ficar com a sobremesa e mostrará como fazer os pastelinhos de Goiás – um doces feitos pelas quitandeiras goianas, sendo um dos carros-chefes da Dona Doceira.

Pastelinhos de Goiás/Foto: Hora da Comida

Pastelinhos de Goiás/Foto: Hora da Comida

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4 vegetarianos para você conhecer em SP

Hora da Comida lista quatro restaurantes vegetarianos, sendo um vegano, na cidade de São Paulo que valem uma visita. Um deles é o meu favorito, embora eu frequente pouco porque fica fora de mão para mim. O outro é ótimo para o dia-a-dia, com precinho camarada. Tem um que é uma descoberta nova que não encantou porque cheguei tarde mas não deixa de ser uma alternativa para quem está no centro. O quarto fica num lugar muito agradável que faz da refeição algo especial. Visite e deixe, nos comentários, suas dicas.

 

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Moqueca baiana é felicidade garantida

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Hora da Comida publica uma receita de moqueca de peixe baiana que foi o prato principal de um jantar feito por uma amiga querida residente em Londres. Há algumas semanas, recebi um e-mail em que ela dizia que receberia amigos turcos e desejava preparar pratos bem brasileiros. Discutimos algumas possibilidades já que nem todos os ingredientes estão disponíveis nas terras da rainha. Hora da Comida elaborou o cardápio que, segundo ela, foi um sucesso.

Para nossa surpresa, minha amiga encontrou azeite de dendê e leite de coco no comércio londrino e, assim, foi possível fazer uma verdadeira moqueca baiana. Caso não fossem encontrados, a opção seria a uma boa moqueca capixaba que não leva esses dois ingredientes. Faltou servir o pirão, mas os amigos turcos provaram, pela primeira vez, uma boa farinha de mandioca torradinha.

A receita da moqueca é da chef Mara Salles, do restaurante Tordesilhas, na capital paulista, com quem tive algumas aulas de Cozinha Brasileira, durante o curso Fundamentos Profissionais de Cozinha, da Escola Wilma Kovesi.

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Senac SP oferece 3 cursos para iniciantes

Três novos cursos do Senac São Paulo – na capital e no interior – podem interessar muita gente que gosta de cozinhar ou quer aprender. Para quem tem pouca habilidade com as panelas, a dica é o curso Cozinha Fácil, Rápida e Descomplicada. Quem quer mudar os hábitos alimentares pode optar pelo curso de Cozinha Light e Dietética. E, para quem quer uma transformação mais radical, eliminando carnes, o Senac oferece um curso de Cozinha Vegetariana

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Dona Doceira resgata e sofistica doces de Goiás

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Flor de coco de açai/Foto: Lucas Terribili

Depois que passou dos 80 anos, a doceira Alice Velasco deixou de fazer sua maior especialidade: a rosa de tiras de coco que exige habilidade e paciência já que as dobraduras são feitas uma a uma. A receita só não se perdeu entre as recordações dos mais velhos porque a doceira ensinou sua arte para Adriana Lira já que ninguém de sua família teve interesse em aprender. Deste gesto de generosidade, nascia a estrela da Dona Doceira, ateliê de doces goianos criado há cinco anos em Goiânia, que chegou à cidade de São Paulo neste trimestre.

“Eu sempre quis trabalhar com doces”, explica a goiana Adriana, citando a tradição de doceiras da família que remonta a suas bisavós, tias-avós e avós. Muitos dos 60 doces que faz na Dona Doceira vem do caderno de receitas, já amarelado, de uma de suas avós. Outros vem da pesquisa com doceiras da Cidade de Goiás, com longa tradição no uso do açúcar. A ambrosia e o bolo de araruta seguem a receita da poetisa Cora Coralina, natural da cidade, que ganhava seu sustento com doces. Antes de abrir seu ateliê, ela trabalhou por oito anos como executiva de uma indústria de biscoitos de Goiás, a Mabel.

Na preparação para o projeto, Adriana não pensou em fazer cursos de gastronomia aqui ou no exterior, já que tinha certeza que seu principal ativo era a riqueza dos tradicionais doces de Goiás – desde que tivessem uma apresentação sofisticada. Mesmo sendo deliciosos, os doces de frutas em calda não são o foco da Dona Doceira. Adriana até prepara algumas dessas receitas que são servidas como docinhos, com linda apresentação e micro-colher.

Os doces de Adriana são pequenas jóias para festas, especialmente casamentos, ou presentes, quando a apresentação é tão importante como o sabor. A flor de lascas de coco, por exemplo, pode ganhar cor e sabor, com açaí (roxa), goiabada (vermelha) e maracujá (amarela), ou vir branquinha, quando o coco é cozido apenas em água de coco e açúcar orgânico. Ela não usa corantes. O resultado é um doce úmido e saboroso, além de bastante delicado.

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Dona Doceira/Fotos: Lucas Terribili

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