Não coma menos, coma melhor,diz nutricionista

Radicada no Brasil há 15 anos, a nutricionista francesa Sophie Deram é surpreendente ao propor que metade da população brasileira que está acima do peso ideal não deve seguir dietas rígidas, com proibições e restrições severas. Ela insiste no prazer de comer diariamente de tudo um pouco, sem culpa ou medo. A recomendação vem embasada em seu trabalho, como Doutora em Endocrinologia pela Universidade de São Paulo, que coordena o projeto de genética dos transtornos alimentares do Hospital das Clínicas.

“Não coma menos, coma melhor” é o resumo do pensamento de Sophie, uma mulher magra na faixa dos 50 anos – bem, como a maioria absoluta das francesas. Ela enfrentou problemas alimentares na própria casa com os seus quatro filhos – um não queria comer nada na primeira infância e outro queria comer tudo, ao chegar na adolescência. Os transtornos alimentares são seu foco de trabalho no hospital, embora atenda. no consultório, muita gente que quer perder peso. Sophie foi uma das palestrantes do seminário “Novas tendências e desafios para o setor agroalimentar”, promovido na última quarta-feira (26) pelo governo francês e pela empresa Sopexa, em São Paulo.

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Sophie, que lança no próximo dia 15 o livro “O peso das dietas”, diz que 92% das pessoas que fazem dietas restritivas voltam a engordar. “Fazer dieta restritiva muda seu cérebro. Você fica obcecado por alimentos e pode ter transtornos alimentares”, afirma. No consultório, ela se depara com pacientes que não sabem mais o que comer já que um alimento que foi demonizado durante um tempo, passa a ser recomendado. Foi o caso da manteiga e dos ovos, por exemplo. “Precisamos fazer as pazes com os alimentos.”

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Livro ensina como fazer marmita saudável e chic

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Nesta sexta-feira (dia 28), o chef de cozinha André Boccato lança, em São Paulo, o livro Marmita Chic e Saudável, em que reúne receitas para conciliar a correira do dia a dia com o comer bem. Levar marmita ao trabalho deixou de ser coisa de gente sem dinheiro para comer em restaurante. Afinal, muita gente preocupada em comer bem, e de forma saudável, leva sua comidinha de casa.

Abaixo receita de arroz com legumes  – ótimo prato para a segunda sem carne

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Belezuras da Liberdade

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Quem gosta de caprichar na decoração da mesa, precisa conhecer a loja TenMa Ya, no bairro da Liberdade, em São Paulo. A porcelana vem do Japão, em sua maioria na cor azul, em diferentes tons, desenhos e formatos. Como as peças são vendidas individualmente, você pode misturar padrões, formando um conjunto que tenha sua cara. Pode comprar aos poucos e montar um jogo ao longo do tempo. Na minha última visita, comprei apenas duas peças – até porque já tenho várias.  Pratos grande e pequenos. Tigelas maiores e menores. Copinhos para chá. Travessas. Há muita coisa bonita para escolher….

Quando estive na loja, encontrei mãe e filha que testavam combinações de diferentes padrões. Eu entrei na conversa e soube que, na casa delas, toda a louça foi comprada ali. Achei o máximo! Nada é baratinho, mas são peças compráveis. Uma tigela pequena – ótima para sopa ou salada – está na faixa de R$ 25. Pratos menores giram em torno de R$ 20 e os maiores, de R$ 37. Um charmoso jogo de saquê sai R$ 49 – olha que presente para o Natal! 

Descubra a Liberdade – 1
Descubra a Liberdade – 2 

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Não viajou? Vá à feira de comida paulista

Quem ficou em São Paulo neste feriadão pode aproveitar a 2ª edição do Festival Gastronômico Sabor de São Paulo, que percorreu o interior e litoral do estado em busca dos pratos mais emblemáticos da cozinha paulista.  Neste fim de semana, dias 22 e 23, será a prova final da disputa, no Parque Villa Lobos, das 11h às 20h, com entrada gratuita. Os classificados nas eliminatórias regionais vão vender seus quitutes por até R$ 15, em barraquinhas ao ar livre.

Veja a relação (e as fotos) dos pratos finalistas de cada macro-região de SP

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Aromatize azeite do seu jeito: alho, limão, canela

Inspirada pela proposta de fazer uma degustação de azeites italianos, lembrei de uma ideia muita bacana, e simples de fazer: aromatizar azeites.  Ou seja, colocar um tempero dentro de azeite para que ele tenha um sabor diferente. Alecrim, alho, pimenta, canela, limão siciliano – as ideias são muitas. 

O preparo é simples, mas requer alguns cuidados. Qualquer que seja o ingrediente a ser adicionado ao azeite deve estar lavado e completamente seco – sem umidade. Uma dica é você colocar o ingrediente em uma frigideira em fogo bem baixinho, mexendo-o sem parar para tirar qualquer vestígio de água. 

O azeite extra-virgem deve ser colocado em panela, levado ao fogo e esquentado até 80ºC – ou seja não pode ferver. Se tiver um termômetro de cozinha, esta é a hora de usá-lo. Em seguida, coloque o ingrediente dentro do azeite e tampe a panela. Quando esfriar, coloque, com a ajuda de um funil, em vidro que deve estar super limpo e esterilizado (ferver os vidros por 15 minutos).

Mesmo com esses cuidados, a durabilidade do azeite não é longa. A ideia é fazer vidros pequenos, para consumo rápido em saladas ou mesmo para tempero. Eu usei garrafinhas de leite de coco, fechando com rolhas compradas em feiras livres. Fica tão charmoso que pode ser um presentinho para o Natal!

Que tal ir a uma degustação de azeites ?

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Henrique Manreza/Rua do Alecrim

Quer conhecer mais sobre azeites? Reserve a tarde do sábado, dia 29, para fazer uma degustação de produtos italianos, sob o comando do sommelier de azeites Paulo Freitas. Ele explicará quais são as principais regiões produtoras da Itália, apresentado aos alunos quatro azeites premium – de regiões e de azeitonas diferentes. Naturalmente, haverá degustação dos produtos e dicas de como harmonizar os azeites com comida e bebida.

O custo é de R$ 150, mas os alunos levam para casa uma garrafa de azeite Lorenzo 3, da Sicília, produzido com azeitonas Biancolila. Tentador, heim? A aula-degustação será na simpática lojinha Rua do Alecrim, que fica na Vila Mariana, em São Paulo. É um empório gourmet, que vende chás, massas, vinagres, geleias e muitas delícias, mas que tem uma especialização grande em azeites. Além dos italianos, os mais numerosos, há marcas da Espanha, Portugal, França, Grécia e Uruguai. Você encontra ainda azeites trufados e temperados, e uma variedade de garrafas decoradas – ótimas para presente!

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Quirera: muito além de comida para galinhas

Quem pensa que quirera (ou quirela) é aquele milho quebrado que galinha come, está redondamente enganado. O ingrediente, também conhecido como canjiquinha, está em muitos pratos de Minas Gerais e do Sul do Brasil. Na última edição do Mesa SP, o bar Quintana, que tem pratos gaúchos no cardápio, serviu quirera com carne de porco. Fez muito sucesso tamanha era a fila.

Um dos pratos preparados pela banqueteira Mazzô França Pinto para acompanhar carne de porco é o cuscuz de milho que nada mais é do que a quirera muito bem temperadinha. Durante uma aula de comida brasileira, Mazzô disse que chama o prato de cuscuz de milho para vencer a resistência da clientela que não aceitaria a ideia de servir quirera em festas.

Em Minas, a costelinha com quirera é um clássico. Mas, no Sul do País, o milho quebradinho também é muito apreciado. O chef Márcio Assad, do Hotel Tropeiro da Lapa, da histórica cidade da Lapa (PR), prepara a Quirerinha Lapeana que também leva carne de porco – marcas da cultura tropeira que formou a região. 

Quirerinha Lapeana 2

Divulgação

 

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Atrás de grandes chefs, pequenos fornecedores

Atrás de um grande chef de cozinha, tem sempre um pequeno produtor extremamente especial. A chef Roberta Sudbrack trata os brotos de cenoura cultivados por dona Fátima, em Petropólis, como se fossem “pérolas”. O mega estrelado Alex Atala e seu fornecedor de ostras e algas, o oceanógrafo Ivan Tafarel, têm uma relação de amizade de 20 anos. E alguns dos pratos servidos por Ana Luiza Trajano, no Brasil a Gosto, existem graças a seu João que cria porcos livres em uma fazenda na cidade em Mococa, no interior paulista.

Durante os três dias do seminário Mesa Tendências, que faz parte da Semana Mesa SP 2014 realizado em parceria com o Senac São Paulo, que terminou ontem, chefs de vários Estados apresentaram suas parcerias com pequenos fornecedores, respondendo ao tema do encontro “Conexão essencial: o produtor familiar e a cozinha”Afinal, 75% do que os brasileiros comem vem da agricultura familiar. A maioria das histórias emocionou a plateia diante da paixão dos produtores por seu trabalho, mas também pelas enormes dificuldades enfrentadas – muitas por conta de entraves da legislação. 

Quer um exemplo ? Antes que a ONG Instituto Eco-Engenho capacitassem as mulheres que vivem da semente de aroeira (a pimenta rosa), o produto era vendido a R$ 1,50 o quilo para atravessadores. Hoje, elas sabem escolher, preparar e envasar a pimenta em pequenas embalagens, para venda em lojas, restaurantes e hotéis. Resultado: o quilo sai por R$ 320, o que mudou a vida de muita gente em Maceió. O chef Wanderson Medeiros, do Picuí, apoia o projeto e usa o ingrediente, que é muito apreciado na Europa, mas nem tanto aqui.

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