Descubra o orzo ! Você vai adorar a massinha

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Você já comeu orzo ? Eu fiz e experimentei pela primeira vez nesta semana. O orzo, ou risoni, é uma massa italiana no formato de um grão de arroz. Na Itália, segundo andei lendo, é usada em vários preparos, como sopas, saladas ou feita como um risotto. No ano passado, quando do encontro dos principais chefs do mundo no MAD em Copenhague em agosto, Massimo Bottura, o melhor da Itália, preparou lagostas grelhadas, acompanhadas de orzo com manteiga e cabeças de lagostas, para os colegas, que acharam a comida maravilhosa.

Optei por fazer como um risotto – ou seja, orzo com linguiça toscana, ervilhas e tomates e gostei do resultado. O preparo é semelhante ao de um risotto, com o cozimento sendo feito aos poucos, com o acréscimo de um caldo. Usei um de carne mas poderia ser de legumes. A cremosidade vem do acréscimo de manteiga e queijo parmesão no final do preparo. Não abusei de nenhum deles, para controlar as calorias, mas poderia ficar mais cremoso, sim.

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Aberta a temporada de cursos de cozinha 2015

cucina lorenzo de medici - florença - italia

Aprender para quem cozinha nunca é demais. Há diversos cursos disponíveis: desde aqueles voltados para quem quer aprender o básico para fazer o trivial simples até o curso de Cozinheiro Chefe Internacional, voltado para quem quer se profissionalizar. Hora da Comida recolheu algumas opções para seus leitores:

1) Até sexta-feira (dia 30), o Senac São Paulo recebe  inscrições para o curso de Cozinheiro Chefe Internacional. Para participar não é necessário ter conhecimento prévio, o que contribui para reunir em uma única turma profissionais em busca de excelência profissional e amadores. Das 800 horas do curso, 80% são dedicas à prática, de acordo com a escola.

O programa inclui habilidades básicas de cozinha; confeitaria; panificação; bufês; cozinha francesa; italiana; mediterrânea; brasileira; asiática e mexicana; segurança alimentar; estrutura e organização em serviços de alimentação e relações interpessoais no trabalho. As aulas disponíveis na capital e no interior. 

2) Para os amadores que buscam cursos curtos e bacanas, vale a pena dar uma olhada nas sugestões do Senac SP – tanto para a capital como para o interior do Estado. Há, por exemplo, na área de confeitaria uma série de opções: brigadeiro gourmet, confeitaria básica, chocolataria básica, bolos e tortas, bombons e muitos outros. Tem cursos de comida fácil, rápida ou descomplicada ou de comida de botequim. Hambúrguer, massa, comida brasileira, japonesa, italiana e por aí vai….a lista de cursos é enorme e merece ser conferida.

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Doces de frutas, um bom sabor do nosso passado

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Há tempos penso no porquê os doces de frutas são cada vez mais raros. Mesmo no interior, só os mais tradicionais são facilmente encontráveis. Doce de casca de limão, cadê? E de casca de laranja cavalo? E de jacá? Nada de nada. Nas grandes cidades, como São Paulo, para se comer um bom doce de abóbora com coco tem de procurar com lupa. E o que dizer dos doces secos e cristalizados que faziam a minha alegria na infância…Sumiram no passado. 

Minha indignação cresceu quando consultei o livro “Doceiro nacional ou arte de fazer toda a qualidade de doces” – segunda publicação culinária editada no Brasil, ainda no século 19. Disponível online na Biblioteca Brasiliana da Universidade de São Paulo, o livro reúne 1.200 receitas em suas 339 páginas, em que as frutas reinam absolutas.  De lá, veio a receita de tomates grandes em calda (receita original abaixo). Lembrando: tomate é fruta, não legume.

Fiz uma releitura da receita porque, na época, não havia a precisão de medidas, temperaturas ou tempo de cocção. Ou seja, a receita era destinada a quem sabia cozinhar e improvisar. Nunca tinha comido tomates em calda. Achei bom para comer com queijo fresco ou meia curada. E parece interessante para acompanhar uma carne mais forte, como carneiro ou porco. Não é doce, muito doce, porque a calda é rala. Da próxima vez, vou cortar ao meio, tirar as sementes e fazer as metades. O gosto lembra goiaba e até me lembrei que, na minha infância, comi muito uma goiabada feita de tomates….

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Do caju, também se faz uma moqueca das boas

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Texto e fotos de Patrícia Braga

De agosto a janeiro, o caju é facilmente encontrado nas bancas de feiras e nos supermercados de todas as cidades brasileiras. Da fruta, aproveita-se tudo, mas as castanhas e a polpa, na forma de sucos e doces, são as partes mais consumidas. Versátil por natureza, a fruta é também protagonista de uma versão vegetariana da moqueca baiana. Em Arembepe, vila do litoral norte da Bahia, o prato faz parte do cardápio do restaurante Tubarão

Hora da Comida publica a receita que é feita com a parte carnosa da fruta, que pode ser amarela, rosada ou vermelha. É o bagaço que sobra após a retirada do suco. Juntos, formam a “carne do caju” . O bagaço, principal ingrediente da moqueca servida pela Eliana dos Santos Souza, dona do restaurante.

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Para equilibrar o corpo

Após as loucuras de verão, que devem ter sido muitas, é preciso desacelerar e buscar opções mais saudáveis. Uma boa ideia são os sucos – perfeitos para esse calor infernal que assola o País. A Fundação Mokiti Okada está lançando um livro com receitas de alimentação natural voltadas para a terceira idade. Mas são opções que valem para todos preocupados com a saúde.

Nas fotos acima, sucos do livro: melancia com maça e cenoura com kiwi. Para quem está fazendo um esforço de desintoxicação, veio a calhar, heim?

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Pudim de tapioca é luxo!

pudim de tapioca

Quase um mês depois, estou de volta das festas e das férias. Aos leitores do Hora da Comida, desejo um 2015 sen-sa-cio-nal, com tudo que todos sonham!

Aos que gostam de cozinhar, e não apenas de comer bem, inicio o ano com uma receita de pudim de tapioca que é muito fácil de fazer, mas provoca o efeito “oooohhhh” de belezura. Meus amigos adoraram e os seus também vão amar!

A única coisa que você não pode errar é no ingrediente principal: a farinha de tapioca que aparece na primeira foto abaixo. Feita a partir da mandioca, a farinha de tapioca é granulada, muito leve e com formato irregular. Parece isopor. É vendida em supermercados, mas casas de produtos nordestinos costumam ter tapiocas artesanais de melhor qualidade. A da foto é da região Norte e pode se comprada no Empório Poitara.

 

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Que tal Natal com sabor de comida caipira?

Peru, tender, bacalhau….carnes para a ceia de Natal, você diria. Sim, mas por que não, porco? Para fazer uma festa com cara de Brasil, seria uma escolha mais do que apropriada. Seria deliciosa! Hora da Comida publica uma receita de barriga de porco (a pancetta) crocante da banqueteira Mazzô França Pinto

Esse preparo é feito em dois tempos. No primeiro dia, você tempera, deixa a carne marinar e assa a peça. Quando esfriar, você leva a barriga para a geladeira com um peso por cima para soltar toda a gordura excedente. No segundo dia, ou seja, no dia da festa, você corta a peça em quadrados uniformes e bonitos e leve ao forno bem quente para dourar e fazer uma espécie de pupuruca. Ou seja, dá para adiantar – e muito – o trabalho de véspera.

Para acompanhar, uma bela farofa ou uma canjiquinha de milho, como a da foto. Se você gostou e entrou no clima de Natal brasileiro, dá uma olhada na receita de receita de mousse de queijo minas com compota de jabuticaba e cachaça – também da Mazzô. Foi um sucesso no Natal passado!

Agora, se você é clássico e não gosta de novidades, Hora da Comida ensina como preparar um bacalhau perfeito. Nada de errar no processo de dessalgar o peixe, porque ai não tem receita de chef badalado que salve o prato.

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Cardápio quilombola

guga rocha

Quem conhece o chef Guga Rocha, do programa Homens Gourmet da Fox Life, nem imagina que, por trás daquele cara divertido, tem um pesquisador da culinária brasileira. Está duvidando? Há seis anos, ele começou a visitar comunidades quilombolas de Alagoas, sua terra natal, em busca de receitas, mas logo descobriu que a tarefa não seria nada fácil. De lá para cá, por mais surpreendente que pareça, o chef, que já ganhou a vida com um conjunto de rock e que parece ter nascido para falar e sorrir diante de uma câmera, decidiu entrevistar descendentes quilombolas e resgatar tradições. Agora, tem um “livro marinando”, pronto para ser editado, além de projetos para um programa de TV e um documentário sobre o tema.

Para tudo se concretizar, falta dinheiro. Apesar do sucesso, que o levará para o mundo das celebridades da Ilha de Caras no verão de 2015 ou que poderá resultar em um contrato (em negociação) para um programa diário na TV aberta – independente da terceira temporada de Homens gourmet que vai ao ar em abril –, Guga Rocha não encontrou um patrocinador para o projeto quilombola. Tudo o que gastou saiu de seu bolso. Sem ter um restaurante para chamar de seu por opção, ele cozinha em eventos. No dia desta entrevista, por exemplo, ele falava enquanto preparava um coquetel para clientes de uma sofisticada marca europeia de cozinhas, em São Paulo. Na reta final da conversa, já cozinhava e sorria para um programa de TV que foi gravado no mesmo local para maximizar tempo. No dia seguinte, ele viajaria para promover seu livro Receitas para pegar mulher, que se enquadra no perfil do cara engraçado.

Guga conta que a TV Cultura, emissora educativa do governo paulista, mostrou interesse pelo programa sobre as comunidades quilombolas, o qual já tem cinco dos 13 episódios concluídos, mas a negociação segue em banho-maria sem nada fechado. Muitas horas já foram rodadas em Alagoas, para o documentário, mas ninguém se interessou em produzir – até o momento.

Para continuar lendo, acesse o site da revista da Livraria da Cultura

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