Bienal do livro de SP terá aulas de 40 chefs

De grandes chefs de cozinha, como Roberta Sudbrack e Rodrigo Oliveira, até astros da televisão, como Edu Guedes e Palmirinha, passando por um misto de ambos, como é o caso da chef multimídia Carla Pernambuco, a 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo terá atrações para todos os gostos.

Com abertura nesta sexta-feira e término no próximo domingo (dia 31), a Bienal contará com a presença de 40 autores de livros de gastronomia no espaço Cozinhando com palavras. Eles darão aulas em uma pequena cozinha e participarão de debates com o público. Esta será a terceira edição da proposta que foi realizada nas duas últimas edições da Bienal de São Paulo.

Serão 150 lugares e os organizadores alertam que os interessados devem retirar, no local, uma senha 30 minutos antes de cada apresentação. 

A programação completa está disponível aqui neste link, mas Hora da Comida fez uma seleção de 12 apresentações imperdíveis

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Livro reúne 80 crônicas sobre pratos brasileiros

Divulgação/Reinaldo Mandacaru

Divulgação/Reinaldo Mandacaru

Você sabia que a origem do escondidinho de charque com purê de mandioca é francesa ? Quem conta é o jornalista J.A. Dias Lopes, diretor da revista Gosto, que acaba de lançar o livro O País das bananas, em que reúne crônicas histórico-gastronômicas publicadas em jornais brasileiros e portugueses. São 80 pratos brasileiros e suas histórias, como acarajé, coxinha, cuscuz e moqueca caiçara. O texto é leve, divertido, desses que a gente lê com gosto, mas, em todos, aparece o conhecimento profundo do tema.

Veja o caso do escondidinho de charque, cuja receita está publicada abaixo. Dias Lopes conta que o prato deve ter sido batizado no Nordeste na metade do século passado, ganhando em seguida Sul e Sudeste. O nome vem da montagem em que o charque ou carne-seca fica escondido entre as duas camadas de purê. No entanto, a origem seria francesa – uma adaptação do hachis parmentier, prato do celebrado chef francês Auguste Escoffier, que revolucionou a culinária francesa no começo do século 20.

Hachis indica picadinho, mas o nome do prato é uma homenagem ao agrônomo francês Antoine Augustin Parmentier que contribuiu, e muito, para derrubar o preconceito contra a batata, originária das Américas. Para vencer a resistência dos franceses, Parmentier plantou o tubérculo no atual Champ-des-Mars, em Paris, para chamar atenção. Durante o dia, o terreno era protegido pelo exército mas, à noite, os soldados faziam vista grossa e os camponeses roubavam mudas. O truque funcionou: o purê de batatas e as batatas fritas (french fries, como dizem os americanos) foram criados na França. 

 

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Coffee Week tem degustações gratuitas

Até o dia 30, São Paulo, Brasília e Curitiba, além de cinco cidades do interior paulista, recebem a Coffee Week Brasil, festival em que as casas participantes promovem cafés nacionais de qualidade, na forma clássica da bebida, ou em drinques e comidinhas. Uma das coisas mais legais do festival são as degustações comparativas de café gratuitas. São feitas pela manhã ou tarde, assim como à noite, mas é necessário se inscrever com antecedência para algumas delas. Veja a programação, escolha sua preferência e aproveite.

coffe week 2014

Divulgação

Festival de sandubas começa amanhã em SP

Nesta sexta-feira, começa a 3ª edição da Sanduweek – festival em que 58 casas, entre restaurantes e lanchonetes da cidade de São Paulo, oferecem mais de 100 sanduíches diferentes. Há dois tipos de sandubas: o Street Food, categoria com preço fixo de R$ 15, e o Freestyle, com preços livres, sendo que o mais caro custa R$ 39. O festival vai até o dia 31, um domingo.

Há todo tipo de estabelecimento e de sanduíches, em diferentes regiões da cidade de São Paulo, para facilitar a vida de todo mundo. Alguns exemplos: Vaca Véia, Ponto Chic, Quintana, Marakuthai, Nico Hamburgueria e BOS BBQ.

A lista completa das casas participantes, com endereços e telefones, assim como dos sanduíches e preços, pode ser consultada aqui.

Arroz doce revisitado

Foto: Hora da Comida

Foto: Hora da Comida

Arroz doce  é uma dessas receitas que remetem à casa da avó, da tia, da mãe, ou simplesmente a um momento feliz da vida de criança. É o que os americanos chamam de comfort food já que são pratos que, ao trazerem lembranças, nos reconfortam, nos dão aconchego. No passado, toda casa tinha uma receita própria, um segredinho, mas, com a onipresença do leite condensado na cozinha nacional, a diversidade se perdeu e o doce ficou bem padronizado.

No livro O País das Bananas, Dias Lopes informa que o arroz doce é originário da Pérsia, de onde foi levado pelos árabes para a Península Ibérica. Há documentos do século 13 com uma receita do prato que é muito próxima da feita atualmente, com exceção do mel que foi substituído pelo açúcar. As receitas libaneses, sírias, espanholas, portuguesas e francesas têm variações sobre ingredientes e preparo, mas sempre dentro da mesma lógica.

Na França, por exemplo, usa-se creme de leite, enquanto, em Portugal, é comum o acréscimo de gemas batidas ao arroz. Nos Estados Unidos, o rice pudding é muitíssimo popular e é vendido junto aos iogurtes para consumo no café da manhã. Em Nova York, a Rice do Riches é uma loja no Soho especializada no prato, com 20 sabores diferentes. As variações são enormes: de coco, baunilha, mascarpone, chocolate, caramelo e outros mais.

No Líbano, o roz-ib-haleeb é cozido lentamente por três a quatro horas e a proporção é de uma xícara de arroz por quatro litros de leite integral. Mas, antes, há um pré-cozimento em água. Ao final do processo, os grãos simplesmente desaparecem, restando um creme macio que recebe uma pequena quantidade de água de rosas que dá um aroma único para o prato. O doce é coberto por uma calda de açúcar rala que recebe nozes e amêndoas.

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Comidas inesquecíveis. Quais são as suas?

Ilustração: Diego Max

Ilustração: Diego Max

Quando era criança, o programa predileto do escritor Milton Hatoum era a matinê de cinema aos sábados, seguida da visita à Doceria Avenida, para comer “caramujos” – uma espécie de cone recheado com creme. Ele também gostava de pedir bombocado ou quindim, além de empadinhas. Ficava feliz a cada mordida. “Anos depois, percebi que os doces eram toscos, massudos, horrorosos”, diz, sobre sua desilusão com os sabores.

Coloridos, atraentes, tentadores, os doces formam algumas das memórias da infância que mais decepcionam. Aquele doce que era “o melhor do mundo” ou talvez “do universo”, às vezes, não resiste a uma dentada de adulto. Afinal, o paladar infantil, ainda bastante limitado, passa por várias mudanças. E o doce excessivo frustra o paladar. Já tentou tomar groselha novamente? Ou comer um daqueles doces que o pipoqueiro vendia? E aquela raspadinha vermelha de corante? Melhor não.

O açúcar, porém, não é o único vilão das lembranças. A chef Mara Salles, do restaurante paulistano Tordesilhas, cresceu em uma fazenda no interior de São Paulo, onde a criançada entrava pelo mato. Raramente encontrava o “troféu” – um pé de gravatá com um cacho carregado de frutinhas de um amarelo-canário, protegido por folhas serrilhadas que machucavam as mãos. Aos 12 anos, Mara mudou-se para a capital e acalentou o gosto do gravatá na memória por 40 anos até reencontrar a fruta por acaso. “Era isso que quase nos levava ao suicídio?”, desiludiu-se.

Outra decepção de Mara foram os peixes de água doce. “Meu pai pescava bagre no rio e a gente gostava”, lembra. Mas o paladar da chef ficou muitíssimo apurado e ela não tem dúvida: aquele gosto terroso do peixe é ruim. Em contrapartida, as mangas que a chef chupava, tiradas madurinhas da árvore, eram tão maravilhosas que ela hoje se nega a comer a fruta. É melhor não arriscar perder aquela associação da manga com a felicidade.

Sabores, cheiros, cores e gostos que formam nossas memórias gastronômicas estão em permanente transformação. Mesmo lembranças da juventude e da vida adulta, quando o paladar está mais consolidado e algumas preferências até bem arraigadas, costumam ser colocadas à prova ao mudarmos geograficamente – de cidade, estado ou país. Ou quando, simplesmente, mudamos nossa essência. Quando chegamos à velhice, algo comido na infância é uma lembrança construída, ao longo dos anos, a partir de conhecimentos, experiências e vivências.

Para ler a íntegra da matéria que escrevi para a revista da Livraria Cultura, acesse o site ou pegue gratuitamente um exemplar da publicação nas lojas.

8 sugestões para o almoço do Dia dos Pais

Hora da Comida tem 8 sugestões para o almoço do Dia dos Pais – de restaurantes à barracas de comida de rua. Cabe a você decidir aonde seu pai será mais feliz. Naturalmente, prepare-se para filas de espera longas.

A alternativa seria você cozinhar algo para a família. Se achar a ideia boa, nós temos algumas sugestões de pratos que certamente fariam bonito à mesa:

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Faça costelinha na cachaça no Dia dos Pais

costelinha 2

Hora da Comida publica uma sugestão de receita para o Dia dos Pais: costelinha de porco com cachaça e mel. É algo muito simples de preparar, mas com sucesso garantido. Até uma criança pode fazer já que não se usa faca. Basta misturar os ingredientes e ter paciência de esperar a carne assar por longas oito horas. Mas vale a pena! O preparo lento garante que a costelinha fique impregnada de sabores e tostadinha, mas bem macia, soltando do osso.

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