Pará: um roteiro para descobrir sabores – 2

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Caldeirada paraense, do Remanso do Peixe

Quem visita Belém e gosta de boa comida tem duas paradas obrigatórias: os restaurantes Remanso do Peixe e Remanso do Bosque – ambos dos irmãos Thiago e Felipe Castanho. Um dos significados da palavra remanso é descanso, sossego, tranquilidade. Ou seja, um lugar em que se fica à vontade. No Remanso do Peixe, que começou com o pai dos Castanho, o paraense vai com a família, em grupos maiores, para comer pratos tradicionais, como a caldeirada paraense, feita com filhote cozido no caldo de tucupi e jambu, além de pimentões, tomate e camarão-rosa, que vem acompanhada de arroz e pirão.

Alguns pratos se repetem nos dois cardápios que tem, inclusive, preços muito semelhantes – não são baratos, mas se justificam pela qualidade. Enquanto o Remanso do Peixe é um lugar bem simples, até apertado, o do Bosque foi construído para abrigar um restaurante e, até por isso, é agradável, espaçoso e sofisticado em sua proposta rústica, com muita madeira. Eleito o 34º melhor restaurante do mundo dentre 50 em 2014 pela revista inglesa The Restaurant, o Remanso do Bosque tem serviço perfeito – atencioso sem ficar em cima. É um dos daqueles lugares que você quer voltar ainda enquanto está comendo.

Pirarucu defumado, do Remanso do Bosque

Pirarucu defumado, do Remanso do Bosque

Leia também a primeira parte do roteiro por Belém

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Pará: um roteiro para descobrir sabores – 1

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Hora da Comida esteve em Belém do Pará, cidade que atrai turistas por ser uma das portas de entrada da Amazônia, mas também por ter uma comida muito diferente de todo o resto do País. O peixe, por exemplo, é a principal proteína animal consumida diariamente pelo paraense, que é o maior produtor e consumidor de farinha de mandioca brasileiro. E junto com os dois, o açaí puro que, no Pará, é comido como se fosse feijão. Para conhecer mais sobre os ingredientes do Pará, leia o blog Sacola Brasileira, de Rachel Bonino. Nesta edição, apresentamos a primeira parte de um roteiro para conhecer, comer e comprar no Mercado Ver-o-Peso e na próxima, falaremos dos restaurantes.

O melhor do Pará é a surpresa de sabores. Dos cardápios dos melhores restaurantes às barracas do Ver-o-Peso, alguns ingredientes são onipresentes: tucupi, jambu, filhote, feijão manteiguinha, açaí, cupuaçu e graviola, além das muitas variedades de farinha de mandioca – de cores e texturas diferentes. Encantam até os paladares mais ressabiados. As frutas dão sabor às cervejas da Amazon Beer e aos sorvetes da Cairu – atrações da Estação das Docas.

 Leia também a segunda parte do roteiro

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Bolo de fubá – uma receita de família

Foto: Hora da Comida

Foto: Hora da Comida

No ano passado, começamos nossa série “Todo mundo ama bolo” e já era tempo de retomar as receitas que estão entre as mais amadas entre os brasileiros. Para abrir o ano em grande estilo, Hora da Comida publica uma receita de bolo de fubá. Não é uma receita qualquer, mas a que minha mãe fazia na minha infância e que eu faço hoje em casa. Não leva queijo, como preferem os mineiros, nem erva doce, que é odiada por muita gente, e muito menos nacos de goiabada, como está na moda em lojas de bolos caseiros.

Nesta receita, o que vale é um bom fubá e leite de coco. Ao preparar, a massa fica dura, até difícil de mexer e espalhar na forma. Mas não se engane. O bolo cresce e fica bem fofinho. Fica perfeito com um café coado fresquinho. 

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Padoca do Maní aposta nos sabores caseiros

Hora da Comida foi conhecer a Padoca do Maní que fica ao lado do Maní, restaurante de Helena Rizzo, eleita a melhor chef mulher do mundo em 2014 pela revista inglesa The Restaurant. É uma loja pequena e despojada, em que o cliente escolhe o pão, coloca num saco de papel e paga no caixa. Se você quiser tomar café da manhã, também tem de pedir no balcão e depois retirar as comidinhas quando prontas. Ou seja, é um atendimento simplificado.

As mesinhas ficam numa varanda, na frente da casa. No entanto, se chover ou estiver frio, fica bem complicado se animar a sentar ali e relaxar. A padoca é cheia de “caseirices”, como torta salgada de liquidificador, enroladinho de salsicha, bolos e sagu. Alguns preços são altos, como o pão de queijo pequeno por R$ 6, enquanto outros são bem justos, como o dos pães.

Durante um ano, a chef Fernanda Valdívia, que toca a padoca, testou os pães no Maní. A proposta é ter sempre sete tipos à venda. Nas duas visitas feitas ao local, comprei cinco tipos: o pão da casa (R$ 2), o pão de leite (R$ 1,50), a baguete (R$ 4), o brioche de milho (R$ 1,5) e o integral de forma (R$ 9). Senti falta de mais farinha integral e menos branca ou do uso de farinhas sem glúten. Nenhum pão encantou o paladar, mas todos eram bons, embora massudos. 

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Aprenda a fazer um ceviche descomplicado

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Foto: Hora da Comida

Quem gosta de ceviche, mas não se arrisca a preparar um, vai mudar de ideia depois de ler esta matéria, porque o preparo é descomplicado. Há muitas receitas possíveis – tradicionais, clássicas, peruanas, chilenas, colombianas e até francesas. Para mim, quanto mais simples a receita de ceviche, melhor.

A minha receita, testada e aprovada, leva ingredientes básicos: peixe branco, limão, cebola rocha, pimenta dedo de moça, gengibre ralado e cebolinha ou coentro – ai dependendo do gosto de cada um. Na foto, a opção foi cebolinha.

A sua única preocupação deve ser com o frescor do peixe. Não dá para fazer com pescado congelado. É preciso trabalhar com peixe fresco, que deve ser comprado no dia do preparo. O ideal é procurar uma peixaria ou banca de feira confiável. Afinal, o ceviche é um peixe marinado em limão – ou seja, o suco da fruta ‘cozinha’ o peixe. Há quem deixe marinando por pouco tempo – meia hora ou menos. Eu marino por três horas. Se estiver com pressa, duas horas. 

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Consumo de porco na China é perigo mundial

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A carne de porco é fundamental para a cozinha chinesa. Os chineses apreciam todas as partes do animal – do rabo ao focinho. Mas até muito recentemente comiam porco raramente e, milhões de pessoas comiam muito raramente. E é justamente isso que mudou e está mudando, de acordo com a revista britânica The Economist, em dezembro. A matéria completa pode ser lida em inglês.

Desde os anos 70, quando China liberalizou a agricultura familiar, o consumo de carne de porco aumentou praticamente sete vezes. Agora, o país produz e consumo 500 milhões de porcos ao ano – metade da produção mundial. Além de ser uma parábola do incrível crescimento do país, a avidez pela carne de porco trará consequências para a economia e meio ambiente de todo o planeta.

Parta do pressuposto que o porco faz parte da cultura, cozinha e famílias chinesas há milhares de anos. É a carne mais comida e apreciada. No Mandarim, a língua oficial da China, a palavra para “carne” e para “porco” é exatamente a mesma. O porco é também um dos 12 animais do zodíaco chinês, representando uma pessoa simpática, generosa e diligente. O ano do porco significa prosperidade, fertilidade e virilidade. Quer mais?

Consumo médio anual é de 39 kg

Até os anos 90, a dieta alimentar dos chineses era praticamente de vegetais. Hoje, comer carne é um símbolo de sucesso na vida. Um chinês de 51 entrevistado pela revista admitiu que, quando criança, comia a carne apenas três vezes ao ano. Hoje, o consumo médio anual de um chinês é de 39 kg de porco. Não esqueça que falamos de uma população de 1,3 bilhão!

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Descubra o orzo ! Você vai adorar a massinha

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Você já comeu orzo ? Eu fiz e experimentei pela primeira vez nesta semana. O orzo, ou risoni, é uma massa italiana no formato de um grão de arroz. Na Itália, segundo andei lendo, é usada em vários preparos, como sopas, saladas ou feita como um risotto. No ano passado, quando do encontro dos principais chefs do mundo no MAD em Copenhague em agosto, Massimo Bottura, o melhor da Itália, preparou lagostas grelhadas, acompanhadas de orzo com manteiga e cabeças de lagostas, para os colegas, que acharam a comida maravilhosa.

Optei por fazer como um risotto – ou seja, orzo com linguiça toscana, ervilhas e tomates e gostei do resultado. O preparo é semelhante ao de um risotto, com o cozimento sendo feito aos poucos, com o acréscimo de um caldo. Usei um de carne mas poderia ser de legumes. A cremosidade vem do acréscimo de manteiga e queijo parmesão no final do preparo. Não abusei de nenhum deles, para controlar as calorias, mas poderia ficar mais cremoso, sim.

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Aberta a temporada de cursos de cozinha 2015

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Aprender para quem cozinha nunca é demais. Há diversos cursos disponíveis: desde aqueles voltados para quem quer aprender o básico para fazer o trivial simples até o curso de Cozinheiro Chefe Internacional, voltado para quem quer se profissionalizar. Hora da Comida recolheu algumas opções para seus leitores:

1) Até sexta-feira (dia 30), o Senac São Paulo recebe  inscrições para o curso de Cozinheiro Chefe Internacional. Para participar não é necessário ter conhecimento prévio, o que contribui para reunir em uma única turma profissionais em busca de excelência profissional e amadores. Das 800 horas do curso, 80% são dedicas à prática, de acordo com a escola.

O programa inclui habilidades básicas de cozinha; confeitaria; panificação; bufês; cozinha francesa; italiana; mediterrânea; brasileira; asiática e mexicana; segurança alimentar; estrutura e organização em serviços de alimentação e relações interpessoais no trabalho. As aulas disponíveis na capital e no interior. 

2) Para os amadores que buscam cursos curtos e bacanas, vale a pena dar uma olhada nas sugestões do Senac SP – tanto para a capital como para o interior do Estado. Há, por exemplo, na área de confeitaria uma série de opções: brigadeiro gourmet, confeitaria básica, chocolataria básica, bolos e tortas, bombons e muitos outros. Tem cursos de comida fácil, rápida ou descomplicada ou de comida de botequim. Hambúrguer, massa, comida brasileira, japonesa, italiana e por aí vai….a lista de cursos é enorme e merece ser conferida.

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